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Acho que serei demitido, e agora?

Postado em 14 julho 2015 | Por João Carlos Rocha
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“Quem está empregado,
tem que estar sempre procurando emprego.”
Os 7 Portais de Jaspe

Ótimo! Admitir essa possibilidade é sinal de sabedoria. Ter medo dela, provoca paralisia. Preparar-se para este acontecimento é sim indício de inteligência.

Ninguém está imune a uma demissão. Ao longo de mais de 30 anos de carreira corporativa e atuando como consultor e coach, não somente vivi a experiência, como já testemunhei a demissão de ocupantes de cargos que, nem em seus piores pesadelos, imaginavam ser demitidos. Foram muitos gerentes, diretores e presidentes.

Por outro lado, viver com medo, evitar riscos e se permitir ser dominado por pensamentos alarmistas, são comportamentos que obstruem a criatividade do profissional, o enfraquecem e podem provocar até doenças. A pior crise pela qual se pode passar é a crise de confiança, um tanto pior quando alguém perde a confiança em si mesmo.

Ser demitido pode ser um trauma, mas pode também representar uma oportunidade de alavancar a carreira, com o benefício de um dinheiro extra no bolso. Para que isso seja possível e fruto de uma atuação consciente, o melhor a fazer é assumir a gestão da própria carreira, preparando-se para “se demitir”, estar sempre com as cartas na mão, como se fosse sair da empresa agora. Assim, se a demissão ocorrer, será bem vinda!

Para iniciar esta conversa, que pretendemos levar adiante nas próximas postagens, vão algumas perguntas que cada um pode fazer a si mesmo para se preparar. São perguntas bastante óbvias, por isso mesmo difíceis de serem colocadas em prática. São aquelas que nos veem em nossas mentes quando estamos tomando banho, mas que após passarmos a tolha na cabeça se vão com as gotas d’água e logo somos engolidos pela jiboia chamada rotina.

1 – Como está minha rede de relacionamentos? Sou aquele tipo que só lembra dos colegas e amigos bem sucedidos na hora do aperto? Quando foi o meu último almoço de relacionamento?

2 – Como anda minha atualização profissional, intelectual, social e espiritual?

3 – Qual é minha clareza acerca dos meus talentos e necessidades de desenvolvimento? Como tenho cuidado disso?

4 – Qual é a porcentagem do meu tempo diário que ocupo em preparar-me para o futuro?

5 – Em quais alternativas de trabalho, negócios ou empreendimento estou trabalhando atualmente?

6 – Do que tenho medo? E, parafraseando Richard Bach, o “que eu faria se não tivesse medo”?

7 – O que farei agora? Qual é meu próximo passo?

“Acho que serei demitido, e agora”? Esta nos parece uma pergunta poderosa, que pode gerar ações benéficas para o futuro. Difícil é se perguntar, de repente: “fui demitido, e agora?”. Pois, diz a sabedoria popular que devemos arrumar o telhado nos dias de sol.

O que lhe parece? Você tem uma experiência para compartilhar conosco?

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